quinta-feira, 30 de julho de 2009

Alzheimer: Vitamina D e curcuma podem combater a doença

* Publicado por Pedro Santos em 17 julho 2009 às 20:50
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Segundo um estudo publicado no Journal of Alzheimer's Disease, a vitamina D e a curcuma (uma especiaria proveniente da China, também conhecida como açafroa), podem estimular o sistema imunológico a "limpar" o cérebro das placas associadas à doença de Alzheimer.

Através de testes efectuados em laboratório, a equipa de investigadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriu que a combinação de vitamina D3 e curcuminóides estimulava os macrófagos, células que "engolem" substâncias estranhas ao organismo incluindo as placas da proteína beta-amilóide (ligadas à doença), o que pode ajudar na limpeza do cérebro, protegendo-o da morte das suas células.

"Esperamos que a vitamina D3 e a curcuma, ambos nutrientes naturais, possam oferecer novas possibilidades preventivas e de tratamento para a doença de Alzheimer", afirmou Milan Fiala, autor do estudo.

No entanto, a equipa de cientistas acrescentou que são necessários mais estudos para confirmar os efeitos e definir as doses diárias para combater a doença eficazmente.

Fonte: Boa Saúde

sábado, 25 de julho de 2009

Flavonóides contra Alzheimer?



Cacau


* 19/07/2009 – 12:07
* Publicado em ciência, informação, química


Durante o Encontro de Verão da Sociedade Britânica de Farmacologia (Endinburgo, Escócia, 11 de julho), o Dr. Robert Willliams apresentou evidências preliminares de que alguns flavonóides podem atuar na prevenção de Doença de Alzheimer.

Estudos indicam que o consumo de vegetais ricos em flavonóides retarda a manifestação de Alzheimer. Todavia estes estudos deverão ser aprofundados, uma vez que é necessário se obter dados clínicos confiáveis.

Além disso, sabe-se que flavonóides apresentam características que desfavorecem seu transporte até o cérebro. Finalmente, não existem ainda evidências de que antioxidantes (como a vitamina E ou flavonóides) ajudem a prevenir a doença.

Mesmo assim, as investigações ainda preliminares indicam que flavonóides atuam não somente como antioxidantes, mas também através de outros mecanismos. Estudos recentes indicaram que o consumo de flavonóides do chá verde e de uvas escuras promoveu a diminuição dos sintomas de Alzheimer e, em alguns casos, melhorou as atividades cognitivas daqueles que se submeteram ao tratamento.

Um exemplo apresentado pelo pesquisador é da epicatequina, flavonóide encontrado no cacau. A substância apresentou atividade de proteção dos neurônios por um mecanismo não relacionado à ação antioxidante e reduziu alguns sintomas relacionados à doença de Alzheimer.

epicatequina

A doença de Alzheimer é um mal neurodegenerativo, que afeta entre 15 e 20 milhões de pessoas no mundo todo. Os cérebros dos doentes de Alzheimer apresentam processos celulares anormais que levam à demência. Cérebros de pessoas afetadas com a doença apresentam níveis elevados de uma proteína β-amilóide, que é tóxica em altas concentrações.

As pesquisas realizadas parecem indicar que flavonóides impedem o acúmulo desta proteína no cérebro.

terça-feira, 21 de julho de 2009

INFLAMAÇÃO SILENCIOSA – QUAL O SEU SIGNIFICADO E IMPORTÂNCIA. Segundo, Dr. Barry Sears

Circular Informativa Biophyto nº 7

"Proteja o seu coração. Inflamação Silenciosa"

INFLAMAÇÃO SILENCIOSA – QUAL O SEU SIGNIFICADO E IMPORTÂNCIA. Segundo, Dr. Barry Sears – “Presidente da Inflammation Research Foundation”, a inflamação é crítica para a nossa sobrevivência contra um mundo hostil. Sem uma forte resposta inflamatória seríamos alvos de constantes ataques de micróbios ou de ferimentos que nunca curariam. Existem dois tipos de inflamação:

1 - A inflamação clássica que está usualmente associada à dor. Este tipo de inflamação pode também resultar de uma luta contínua de um sistema imunológico hiperactivo que está constantemente ligado acabando por o corpo se atacar a si mesmo. Isto é precisamente o que acontece no caso das doenças autoimunes como a artrite reumatóide ou o sindroma do cólon irritável.
2 - A inflamação silenciosa que é diferente da inflamação clássica pelo facto de que ela está abaixo do nível de percepção de dor. Como resultado, nenhuma acção é tomada para pará – la, prolongando – se por anos, causando continuas lesões no coração, no sistema imunológico e no cérebro. Estas constantes e contínuas lesões muitas das vezes resultam em doenças cardíacas, carcinomas e Alzheimer.

De várias formas, inflamação silenciosa pode ser considerada “dor silenciosa” em que o sistema imunológico continua a atacar ao nível celular mas sem haver a percepção de dor.

Como os radicais livres, a existência de inflamação silenciosa não é uma doença, somente uma indicação de que problemas médicos potenciais se vão projectar no futuro.

CONSEQUÊNCIAS DEVASTADORAS. Hoje, sabe – se que cerca dos acidentes cardiovasculares – enfarte do miocárdio ocorrem em indivíduos com níveis normais de lípidos. A avaliação do risco cardiovascular, de forma independente dos factores de risco já conhecidos, pela medição a inflamação silenciosa através da quantificação da PCR – Proteína C-reactiva ultra sensível, como indicador de risco cardiovascular aditivo quando combinado a outros factores, é nos dias de hoje fundamental perante as evidências recentes de que a aterosclerose é, em parte, uma doença inflamatória.

MAS AFINAL O QUE É INFLAMAÇÃO SILENCIOSA? É o equilíbrio ou a razão, entre os precursores pró – inflamatórios (favorecem o desenvolvimento do processo inflamatório celular) derivados do ácido araquidónico e os precursores anti-inflamatórios (inibem o desenvolvimento do processo inflamatório) derivados do EPA e DHA, existente no sangue.

A razão existente entre estes precursores determina a extensão do processo inflamatório silencioso existente em cada um de nós.

Se a inflamação silenciosa é assim tão importante em acelerar determinadas doenças, por que não simplesmente tomar medicamentos anti inflamatórios de uma forma continuada? Segundo autor, infelizmente eles funcionam como bombas mudas na qual ao inibirem os precursores pró inflamatórios, inibem também os precursores anti inflamatórios produzindo no final um desequilíbrio constante na razão existente no sangue destes precursores, favorecendo assim em parte para o desenvolvimento da progressão e extensão da inflamação silenciosa.

COMO ENTÃO REDUZIR A PROGRESSÃO E EXTENSÃO DA INFLAMAÇÃO SILENCIOSA? De uma forma simples, os níveis de AA (acido araquidónico) e de EPA / DHA devem estar numa razão (equilíbrio) no corpo no sentido da agir contra a inflamação silenciosa.

MASSA GORDA (OBESIDADE), FACTOR CRITICO? PORQUÊ? Uma das causas primárias de inflamação silenciosa é o aumento de massa gorda. As pessoas tendem a pensar que a massa gorda armazenada é inerte. Infelizmente armazenar gordura é uma fonte muito activa de inflamação silenciosa.

COMO A INFLAMAÇÃO SILENCIOSA LOCAL SE TORNA SISTÉMICA. QUAL A GRAVIDADE? Então, a primeira linha de defesa contra a inflamação silenciosa deveria ser a redução da massa gorda pois ela obriga à produção de excesso de insulina.
À medida que a carga glicémica aumenta com a alimentação, mais insulina é secretada. Este processo continuo activa uma enzima favorecendo a produção de acido araquidónico. Esta mesma insulina aumentada acelera o armazenamento da massa gorda aumentada na qual algum AA (acido araquidónico) também aumentado se deposita.
Como os níveis da AA aumenta nas células gordurosas, mais mediadores inflamatórios como os precursores pró inflamatórios são produzidos. O resultado final é um aumento na inflamação sistémica que começou numa inflamação silenciosa no tecido gorduroso.

A SOLUÇÃO ESTÁ NA INGESTÃO DIÁRIA DE EPA e DHA. Estes dois ácidos gordos de cadeia longa reduzem a inflamação silenciosa por dois mecanismos de acção;
1 – Redução da formação de AA, devido ao feedback negativo na enzima que produz o AA.
2 – Precursores na formação de substâncias potentes anti inflamatórias – conhecidas como, resolvinas.

QUAIS AS CONCENTRAÇÕES QUE DEVO TOMAR DE EPA E DHA? Segundo o mesmo autor, a necessidade de altas doses de EPA e DHA causam dois problemas;
1 – forma de dosagem. A maioria dos produtos contém apenas 300 mg de EPA e DHA. Então para se conseguir teria que se tomar uma quantidade enorme de cápsulas por dia.
2 – Sendo estes dois acidos gordos extraídos de óleo de peixe a probalidade de níveis elevados de contaminantes (tais como mercúrio, PCBs e dioxinas) serem ingeridos seria elevado (devido à quantidade de cápsulas diárias a tomar).
A solução, para estes dois obstáculos, apareceu há alguns anos com o desenvolvimento de concentrados de EPA / DHA ultra refinados.

A MAIORIA DOS ESTUDOS CONDUZIDOS NESTES ULTIMOS ANOS TÊM USADO ESTA FORMA COM RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS. Conclui assim o autor, salientando o melhor exemplo que foi o estudo GISSI. Neste estudo verificou se uma redução de 20% na morte cardiovascular e redução de 45% na morte súbita cardíaca comparado ao grupo placebo



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Alzheimer – Novas Descobertas pelo Instituto Gladstone de Doenças Neurológicas

Por
Bella
Published: 21 de outubro de 2008Postado em: Tags: Acima, America, Americanos, Cando, Em Portugal, Estes, Fonte, Frutas, Impor, Investigador, Jornal, Pela, Portugal, Ria, Rir, Ue, Universidade


Cientistas norte-americanos descobriram uma ligação entre um tipo de ácidos gordos e a doença degenerativa. Estudo com ratos mostram que controlar os níveis destes ácidos no cérebro ajuda a prevenir a perda de memória.



A perda de memória


Cientistas norte-americanos descobriram uma relação entre um ácido gordo presente no cérebro e a doença de Alzheimer. A descoberta dos investigadores do Instituto Gladstone de Doenças Neurológicas e da Universidade da Califórnia abre a porta a novas possibilidades de tratamento – é que a remoção da enzima que liberta estes ácidos no cérebro melhora os sintomas associados à Alzheimer. A doença causa uma perda progressiva das funções cognitivas, da memória à fala, até à morte. Não existe cura para esta condição que afecta mais de 24 milhões a nível mundial e cerca de 70 mil pessoas em Portugal.
A alteração mais relevante que descobriram foi um aumento do ácido araquidónico no hipocampo, uma área do cérebro considerada o centro da memória, que é severamente afectada pela doença, mesmo na fase inicial, explica Rene Sanchez-Mejia, líder do estudo.

O ácido araquidónico é essencial para formar a barreira que protege os neurónios, mas o estudo, publicado na última edição da revista Nature Neuroscience, defende que acima de certos níveis pode ser prejudicial. Ou seja, pode estimular demasiado as células cerebrais, danificando-as, explica Sanchez-Mejia. Desligando o enzima responsável pela libertação deste ácido, a PLA2, através de engenharia genética, os cientistas conseguiram prevenir as alterações comportamentais ligadas à doença nos ratos.




Vegetais

Curiosamente, a gordura no centro dos estudos pode ser encontrada em alimentos como vegetais, fruta e oleaginosas. A boa notícia é que estes ácidos gordos conseguem ser controlados através da dieta ou de medicação. Assim, esta descoberta pode ter importantes implicações no tratamento da doença.

Fonte:http://dn.sapo.pt/2008/10/21/ciencia/acidos_gordos_origem_alzheimer.html

domingo, 19 de julho de 2009

Novo fármaco mostra resultados promissores contra a Alzheimer

Estudo publicado no "PNAS"

Um novo fármaco desenvolvido por investigadores britânicos mostrou resultados promissores para o tratamento da doença de Alzheimer, aponta um estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

O fármaco, denominado CPHPC, remove do sangue uma proteína, designada serum amyloid P component (SAP), à qual é atribuído um papel-chave naquela doença neurodegenerativa.

Testes realizados no University College de Londres revelaram que a proteína desapareceu do cérebro de cinco pacientes com Alzheimer a quem este fármaco experimental foi administrado durante três meses.

Os cientistas planeiam realizar novos testes de maior duração e em maior escala. Por isso, Rebecca Wood, da associação britânica Alzheimer's Research Trust, refere que o estudo, embora pequeno, permite um "optimismo cauteloso".

"São desesperadamente necessários novos tratamentos para a doença de Alzheimer e é possível que essa molécula seja um futuro candidato", acrescentou.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

23 de Abril de 2009

sábado, 18 de julho de 2009

(Quase a) Cura do Mal de Alzheimer - Dr. César de Souza Lima Colaneri

A inédita recuperação de um paciente com Alzheimer abre perspectivas de cura para a enfermidade.
Cientistas injetaram uma medicação no cérebro de um paciente de 81 anos de idade com ao Mal de Alzheimer havia anos. Após 10 minutos o paciente falava de maneira fluente, recordava grande parte do que havia esquecido e era capaz de fazer cálculos matemáticos.
Este paciente falava pouco, não sabia onde estava e nem que data era. Com os anos da doença, ele havia perdido quase toda sua memória e nenhum medicamento tivera êxito em recuperá-lo.
Durante uma pesquisa com antiinflamatórios, médicos do Instituto para a Investigação Neurológica de Los Angeles, da Escola de Medicina da Universidade de Southern Califórnia estudando uma droga para Artrite resolveram usá-la no paciente e tiveram suas hipóteses amplamente confirmadas: após 10 minutos depois de injetá-la no cérebro, o paciente conversa com fluidez, sabia que dia era, onde se encontrava e mantinha-se calmo e atento ao ambiente. Parecia história de ficção científica, comentaram os médicos. Era igual a um milagre.
Todas estas pesquisas já estão publicadas (Jornal of Neuroinflammation) e já se encontram no Brasil os protocolos para o tratamento imediato de nossos pacientes com Mal de Alzheimer. (www.jneuroinflammation.com)


Há muitos anos os cientistas sabiam que no desenvolvimento do Alzheimer incidiam inúmeros fatores além da acumulação de placas amilóides nos neurônios. A teoria mais recente mostrava que uma importante inflamação ocorria no Sistema Nervoso Central e havia um aumento dos níveis de uma proteína chamada de "fator de necrose tumoral alfa - TNF-alfa" em até 25 vezes.


Porém o que os pesquisadores pensavam é que a TNF-alfa atuava apenas a longo prazo ajudando a formação das placas de amilóide que se depositavam entre os neurônios e bloqueando seu funcionamento. Felizmente os Dr. Tobinick e Gross, provaram que ela também age a curto prazo e sua diminuição melhorava imediatamente o quadro da doença. Sua pesquisa inicial foi feita em 15 pacientes de Alzheimer, nos quais foi injetada uma substância, a etanercept, um conhecido antiinflamatório, semanalmente para suspender a inflamação e descobriram que com a queda do TNF-alfa os sintomas da doença regrediram simultaneamente.


Após a injeção intracelebral, bastam alguns minutos para que a droga faça com que os efeitos e sintomas da doença comecem a desaparecer. A ação desta droga dar-se-ia nas comunicações entre dois neurônios, onde grandes concentrações de TNF-alfa se depositam e impediriam a comunicação entres os neurônios. Outra excelente notícia é que esta técnica já está sendo usada no Brasil em nossa clínica, com protocolos especiais e com os mesmos resultados obtidos nos USA.


A droga antiinflamatória, o Etanercept é uma proteína derivada de engenharia genética e está aprovada desde 1998 pelo FDA para tratamento de Artrite Reumatóide. Outro problema do uso desta substância é que ela é muito caro, ultrapassando os R$ 2600,00 a dose. Quantos ao efeitos colaterais da técnica, estas dependem apenas da medicação Etanercept, que com o uso contínuo pode levar o paciente a perda de sua imunidade e a complicações como: infecção, citopenias, possível aumento do risco de Linfoma e doença desmielinizante, de morte, inflamação dos olhos, e insuficiência cardíaca congestiva, pelos quais os médicos devem tomar as medidas básicas de prevenção.

Etapas da Deterioração Senil do Mal de Alzheimer

No início o doente experimenta leves perdas de memória que podem ser confundidas como próprias da idade, por isso é difícil o diagnóstico. Com o tempo aumenta a perda da memória, inclusive sem que ele identifique entes queridos em fotos ou pelo nome. Na 2ª fase, a mais traumática, a doença pode alterar a personalidade, o estado de ânimo e tornando-o mais agressivo. Tornam-se imprevisíveis, não conseguem se vestir, ou vestem roupas ao contrário, tentam fugir de casa ou escrever em paredes. Estas ações podem por em perigo a integridade física do paciente, por isso há necessidade de uma vigilância constante por parte dos familiares. Na 3ª parte, a etapa final, o paciente aos poucos se converte em uma vida vegetativa, podem ficar postados na cama ou sofá, perdem completamente a memória e sua identidade e nem conseguem caminhar, nem se comunicar e esquece-se de comer ou beber. Com a piora da degeneração mental ocorre à física, perdendo inclusive sua imunidade. Enfim, até hoje nós médicos não tínhamos como corrigir tal doença, mas parece que nossos horizontes se abriram e já estamos tendo êxito na prevenção, tratamento e a cura do mal de Alzheimer

Dr. César de Souza Lima Colaneri.
CRM 20.675
Especialista em Medicina Antienvelhecimento
Rua Bento de Andrade 121 - Jd. Paulista - São Paulo
Fone: 11-3884-8070 e 9393-5136


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