quarta-feira, 16 de julho de 2014

Descoberto no Canadá gene que retarda doença de Alzheimer

Cientistas canadianos descobriram um gene que pode retardar em pelo menos quatro anos o desenvolvimento da doença de Alzheimer, segundo um estudo publicado esta quarta-feira.

Uma variante natural de um gene chamado «HMG CoA reductase», presente em 25% dos americanos e canadianos, reduz consideravelmente os riscos de sofrer desta doença, escreveram os cientistas na revista Molecular Psychiatric Journal.
«Constatamos que entre os indivíduos portadores desta variante genética, os riscos de desenvolver a doença diminuem 50% nas mulheres e 30% nos homens», disse Judes Poirier, encarregado deste estudo realizado pelo Instituto Universitário de Saúde Mental Douglas e pela Universidade McGill de Montreal.
Este gene já é muito conhecido entre os cientistas que trabalham na área cardiovascular, devido ao seu papel na produção do colesterol.
Segundo Poirier, as estatinas, inibidores químicos do funcionamento deste gene, causariam o mesmo efeito na doença de Alzheimer que a variedade natural do gene descoberto pelos cientistas do Instituto Douglas.
«Se tivéssemos um medicamento que nos permitisse atrasar em cinco minutos o aparecimento da doença, poderíamos reduzir para metade o número de casos de Alzheimer numa geração», avaliou Poirier.
A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência entre pessoas idosas. Com 40 milhões de afectados no mundo, a doença representa um desafio à escala planetária para os sistemas de saúde e para a pesquisa, que ainda não se desenvolveu um remédio para a doença.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Dez grandes laboratórios se unem

contra diabetes e Alzheimer

Acordo inédito firmado entre farmacêuticas, entidades sem fins lucrativos e Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos quer desenvolver novos remédios contra as doenças

Mulher com Alzheimer
Projeto vai durar cinco anos e custar 230 milhões de dólares (Sebastien Bozon/AFP)
Uma parceria inédita firmada entre o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), dez grandes laboratórios farmacêuticos e sete entidades sem fins lucrativos pretende desenvolver novos medicamentos contra diabetes, mal de Alzheimer, artrite reumatoide e lúpus. O anúncio foi feito nesta terça-feira.
Durante cinco anos, os participantes do projeto estimado em 230 milhões de dólares compartilharão seus conhecimentos científicos e suas bases de dados com o objetivo de identificar biomarcadores importantes para criar maneiras de combater essas enfermidades. "Temos que trabalhar em conjunto para compreender o completo quebra-cabeça destas doenças e acelerar nossa capacidade de fornecer tratamentos para os pacientes", disse Elias Zerhouni, médico encarregado das pesquisas do laboratório francês Sanofi, no comunicado.
Os laboratórios associados, segundo o acordo, se comprometem a não desenvolver seus próprios medicamentos a partir das descobertas feitas pelo projeto antes que elas sejam difundidas. A aliança inclui as farmacêuticas americanas Pfizer, AbbVie, Biogen Idec, Johnson & Johnson, Merck, Bristol-Myers Squibb e Lilly, além da britânica GlaxoSmithKline e da japonesa Takeda.
De acordo com o jornal The New York Times, o câncer foi considerado para a lista, mas abandonado porque as companhias consideraram que já há medicamentos promissores em andamento. Os cientistas também cogitaram estudar novos remédios para esquizofrenia. Desistiram por entender que mais informações sobre a moléstia são necessárias antes de discutir os alvos moleculares da doença.
(Com AFP)
FNTE: VEJA

terça-feira, 11 de março de 2014

Exame de sangue prevê se pessoas saudáveis terão Alzheimer

  • São Paulo - Um novo teste sanguíneo pode detectar com 90% de precisão se uma pessoa desenvolverá Alzheimer ou deficiências cognitivas leves nos próximos três anos, segundo estudo publicado na última edição da revista científica Nature Medicine. A pesquisa, realizada na Universidade de Georgetown, nos EUA, detectou que alterações no sangue podem indicar que o paciente tem Alzheimer em estágio bem inicial.

    s pesquisadores examinaram 525 pessoas saudáveis com mais 70 anos por cinco anos e identificaram dez fosfolípidos (componentes da membrana celular) que poderiam apontar se os pacientes desenvolveriam a doença. Eles perceberam que as pessoas que tiveram Alzheimer ou deficiências cognitivas leves tinham níveis mais baixos dos dez fosfolípidos. Esta é a primeira pesquisa científica que mostra diferenças nos biomarcadores de sangue entre pessoas que terão Alzheimer nos próximos anos e aquelas que não terão a doença.
AE

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Dom Orani: o cardeal que não é príncipe - Selvino Heck

O papa Francisco começa a mudar o Vaticano

 
 
 
Ano passado, quando me perguntavam sobre o papa Francisco e sobre as necessárias e urgentes mudanças na igreja católica, eu respondia: “Vamos esperar a nomeação de bispos e cardeais. Será um dos sinais do que irá acontecer. Bispo é bispo por 20 ou 30 anos. Dele depende a orientação pastoral da diocese, dele depende muito a formação dos padres, a importância dada aos leigos ou não. Tudo por décadas, até gerações.”
Para minha feliz surpresa, o papa Francisco nomeou D. Jaime Spengler arcebispo de Porto Alegre, franciscano, e quem o conhece diz ser bem diferente dos arcebispos anteriores, que conheci bem, alguns meus ex-professores de teologia. E nomeou Frei João Inácio Müller bispo de Lorena, SP, meu confrade e ex-provincial dos franciscanos do Sul.
O papa Francisco começou a mudar o Vaticano, suas estruturas de poder e seu banco. Pela primeira vez na história, um papa enviou mensagem e bênção para um Encontro de Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), que se realizou agora em janeiro em Juazeiro do Norte, Ceará.
Animador, muito animador.
Cardeal é príncipe na longa história da Igreja católica. Príncipe em todos os sentidos, inclusive terrenos na Idade Média. Basta ver filmes sobre aquele tempo.
Pelo que testemunham as pessoas e pelos seus escritos, Dom Orani é simples , é comunicador, é do diálogo, virtudes que não se encontram em todas as pessoas e todos os dias. Escreve muito, expõe suas idéias, exalta as mídias sociais. Escreveu recentemente em Comunicação e Encontro: “Como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica do encontro¿ A Igreja, no contexto da comunicação, precisa levar calor, inflamar o coração. Diante de um mundo fragmentado e cada vez mais dependente da comunicação, a Igreja quer colaborar para que a cultura do encontro entre as pessoas construa um mundo mais fraterno e humano.”
Em outro artigo – Viver a Caridade fraterna -, Dom Orani escreve: “Iniciamos o Ano da Caridade. A vivência deste ano deve nos ajudar para que a nossa cidade e o mundo sejam mais humanos, solidários e fraternos. Amar o próximo por causa do Senhor revoluciona a sociedade. Iremos viver e aprofundar a caridade social e a defesa da vida, alicerçados no anúncio do que Jesus nos fala, do amor ao próximo.”
Se o papa Francisco, que não tem nada de príncipe, nomeou Dom Orani Cardeal, é porque este está do lado dos pobres e excluídos, dos jovens, como mostrou na Jornada Mundial da Juventude, e ajudará o barco da Igreja católica, tanto em nível mundial quanto de Brasil, a que os padres, como pede o papa, estejam no meio do povo e dos pobres, a que se reconheçam e fortaleçam as CEBs e as pastorais sociais, e os leigos, reconhecidos, e toda Igreja sejam luz de justiça e fraternidade no mundo, a exemplo de Jesus.
Selvino Heck é assessor Especial da Secretaria Geral da Presidência da República e membro da Coordenação Nacional do Movimento Fé e Política.
Tags: a caridade, Artigo, dom orani, em, fraterna, outro, viver
Compartilhe:

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Página de Edson Paim no Facebook

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014