segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Avanço no Diagnóstico Precoce da Doença de Alzheimer


2010-07-24 10:43

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Fonte: Clínica do Dr. Alexandre Cruzeiro

 

Comprometimento cognitivo deve ser necessariamente investigado nas fases iniciais de aparecimento deste sintoma. Dificuldades para memorizar novas informações e para realizar tarefas de pequena a média complexidade exigem um diagnóstico diferencial: seja para determinar a presença de outro transtorno que traz o déficit cognitivo associado ou detectar a presença de sinais precoces da Doença de Alzheimer ou ainda a existência de uma comorbidade importante. Trata-se de uma doença extremamente frequente e a prevalência deve crescer com o aumento da expectativa de vida da população. O disgnóstico precoce da Doença de Alzheimer traz alguns benefícios, embora por vezes estes não sejam tão claros. O tratamento sintomático pode ser eficiente em muitos casos. É importante ressaltar que o comprometimento cognitivo do idoso nem sempre é causado por uma doença de caráter irreversível como a Doença de Alzheimer. Muitas vezes são outras as causas, algumas potencialmente reversíveis, tais como a depressão, disfunção tireoideana, carência vitamínica, doença vascular cerebral, entre outras. Do ponto de vista neuropatológico, a Doença de Alzheimer se caracteriza pelo acúmulo de duas lesões principais: as placas neuríticas extracelulares, compostas principalmente de peptídeo Beta-amilóide, e emaranhados neurofibrilares intraneuronais, cujo constituinte molecular básico é a proteína tau hiperfosforilada (P-tau). Os níveis do peptídeo Beta-amilóide e das proteínas tau total (T-tau) e P-tau no líquido cefalorraquidiano (LCR) têm se mostrado úteis como BIOMARCADORES do diagnóstico da Doença de Alzheimer. A chamada "assinatura" destes biomarcadores na doença inclui a diminuição do peptídeo Beta-amilóide-42 no LCR, juntamente com a elevação dos níveis de T-tau e de P-tau. Este perfil diferencia pacientes com Doença de Alzheimer de controles saudáveis e também de pacientes com outras doenças neurológicas, com elevada precisão. Cabe ressaltar que esta elevada acurácia diagnóstica das dosagens de Beta-amilóide-42 e de T-tau no LCR foram confiemadas em um grande estudo recente ( a coorte do Alzheimer's Disease Neuroimaging Initiative). A razão entre os biomarcadores no LCR podem predizer a velocidade de progressão da Doença de Alzheimer. No entanto, é na busca do diagnóstico precoce, especialmente das fases prodrômicas da doença, que estes biomarcadores podem se mostrar particularmente úteis. Portanto, foi cocluído que níveis baixos de Beta-amilóide-42 e elevados de T-tau e P-tau em pacientes com diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve auxiliam no estabelecimento da condição de maior risco de conversão para a doença. A combinação dos BIOMARCADORES NO LCR com dados estruturais (medidas volumétricas) obtidos em exame de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA oferece maior valor preditivo do risco de conversão de comprometimento cognitivo leve para Doença de Alzheimer do que cada uma das medidas isoladamente. Fontes adicionais de informação, como avaliação neuropsicológica detalhada e métodos de NEUROIMAGEM FUNCIONAL como SPECT (Tomografia Computadorizada por Emissão de Fóton Único) e PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons), certamente podem proporcionar diagnóstico precoce mais seguro.



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sexta-feira, 22 de julho de 2011


França: últimos avanços na luta contra o Alzheimer
Paris, 21 jul (Prensa Latina) A Conferência Internacional da Associação Alzheimer (AAIC 2011) finaliza hoje aqui após cinco dias de sessões, nas quais se apresentaram os últimos avanços quanto ao diagnóstico e os fatores de predisposição à doença.

  O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa e irreversível que produz um deterioramento das funções cognitivas como perda progressiva da memória, orientação e linguagem, acompanhados de transtornos comportamentais.

O grande número de pessoas afetadas pelo Alzheimer unido ao custo financeiro que pesa sobre as famílias e os estados convertem esta doença na ameaça à saúde pública do século XXI, disse Harry Johns, presidente de Alzheimer's Association.

Em algumas das investigações exibidas durante a conferência demonstrou-se que as lesões cerebrais, inclusive não graves, podem contribuir ao desenvolvimento da doença.

Esta hipótese foi confirmada por um estudo com veteranos de guerra estadunidenses, o qual provou que nos soldados afetados por lesões leves o aparecimento da demência foi duas vezes superior àqueles que não sofreram nenhum dano.

Outro ensaio efetuado com jogadores de futebol americano revelou que pelos golpes recebidos na cabeça estas pessoas têm maior probabilidade de desenvolver deterioramento cognitivo leve (MCI por suas siglas em inglês).

Também foram apresentados aqui novos teste que reforçariam o diagnóstico do Alzheimer.

Cientistas australianos mostraram que uma fotografia dos copos sanguíneos da retina poderia dar indícios da presença futura da doença.

Os especialistas fizeram a prova com 110 pessoas sãs, 13 com deterioramento cognitivo leve (MCI) e 13 com Alzheimer, e nas imagens destas últimas observaram-se diferenças na vascularização.

Não obstante aos resultados, os especialistas sublinharam que se trata de estudos preliminares, os quais devem ser feitos em maior escala.

Uma sociedade da cidade francesa de Estrasburgo apresentou um teste denominado Amy iHD que permite detectar a presença de Alzheimer através da tomada de uma mostra de sangue.

Segundo os investigadores a interação de uma sonda peptídica fluorescente e um péptido beta amiloide com os glóbulos vermelhos é mais intensa em pacientes que possam desenvolver a doença.

Em outra investigação da Washington University, efetuado com 125 pessoas, observou-se que as quedas frequentes poderiam ser um sinal de advertência precoce da doença.

Além disso, em 19 de julho os cientistas apresentaram as deduções de um novo modelo matemático do risco global de contrair a doença.

Segundo o padrão obtido, uma redução de 25 por cento de fatores de risco crônicos vinculados ao estilo de vida poderia prevenir potencialmente três milhões de casos em todo mundo.

Os elementos mencionados como possíveis causas foram diabetes, obesidade, hipertensão, tabagismo, depressão, baixo nível educativo e pouca atividade física.

Não obstante, os pesquisadores detalharam que estas estimativas são suposições importantes ainda não provadas.

Também na AAIC 2011 se divulgou um experimento com idosos que conservam suas funções normalmente com o fim de criar um índice de "envelhecimento cognoscitivo resistente".

O objetivo é definir um grupo de fatores que predizem esta estabilidade ao final da vida para utilizá-lo na prática clínica e em investigações.

rc/mbz/es

sábado, 25 de junho de 2011

Droga para tratar doença da vaca louca pode prevenir Alzheimer



Anticorpos presentes na medicação evitam danos a células do cérebro
Doenças degenerativas: com a morte dos neurônios, o cérebro entra em um processo que dá origem a doenças como Alzheimer e Parkinson 
Doenças degenerativas: com a morte dos neurônios, o cérebro entra em um processo que dá origem a doenças como Alzheimer e Parkinson (Creatas Images/Thinkstock)
 
Um medicamento em teste para tratar a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), mais conhecida como doença da vaca louca, pode significar também um avanço importante no tratamento do Alzheimer.

De acordo com pesquisa publicada no periódico científico Nature Comunications, dois anticorpos presentes na droga conseguem evitar que as células cerebrais sejam danificadas, uma das causas mais comuns da demência.

Segundo o achado da equipe da Universidade de Dublin, os anticorpos ICS-18 e ICSM-35, presentes na medicação, ajudam a preservar o funcionamento do cérebro e a prevenir a perda de memória, sintoma característico do Alzheimer.

“Se for provado que esses anticorpos são seguros no tratamento da DCJ, os testes em humanos poderão ter início também para o Alzheimer”, diz John Collinge, coordenador da pesquisa.

Segundo Domingos Walsh, coautor do estudo, o uso desses dois anticorpos em humano já passaram pelos testes clínicos exigidos, mas para o tratamento de outras doenças.

“O próximo passo é validar seu uso para o Alzheimer e, em seguida, começar os testes clínicos em humanos”, diz.

Fonte: Veja
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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Estudo mostra que a canela ajuda a combater Alzheimer

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
22/06/2011 | 19h41 | Saúde



O professor israelense Michael Ovadia transformou um trauma infantil em pesquisa de sucesso. O pivô da reviravolta é a canela, aparentemente mais do que um tempero. Segundo Ovadia, a erva aromática pode ajudar a combater uma das doenças mais misteriosas da atualidade, o Mal de Alzheimer, que afeta 18 milhões de pessoas no mundo. Há mais de 50 anos, Ovadia quase foi desclassificado num concurso de conhecimentos de Bíblia ao esquecer a resposta a uma pergunta: que ingredientes formavam o óleo sagrado usado pelos sacerdotes do Templo Sagrado de Salomão? Na última hora, se lembrou da lista, cujo ingrediente mais conhecido é a canela. Acabou tirando um respeitado segundo lugar, mas o episódio nunca saiu de sua cabeça.

Anos depois, já um renomado pesquisador do departamento de Zoologia da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade de Tel Aviv, Ovadia decidiu pesquisar porque os israelenses antigos usavam esse óleo para limpar os artefatos sagrados do Templo e proteger seus sacerdotes de doenças causadas pelo contato com sangue devido ao sacrifício de animais. Aos poucos, foi descobrindo que a canela é capaz de neutralizar vários tipos de vírus e infecções. Mas qual não foi sua surpresa ao ousar pesquisar a eficiência da erva na inibição dos chamados oligômeros: conglomerados de proteína beta-amiloide, abundante no cérebro dos doentes de Alzheimer e acusados de causarem perda de memória em mais de 50% dos idosos com mais de 85 anos.

Ovadia liderou e um grupo de pesquisadores formado pelos professores Ehud Gazit, Daniel Segal, Dan Frankel, Anat Frydman Maor e Aviad Levin, conseguiu extrair uma substância líquida da canela que é capaz de inibir o acúmulo progressivo de agregados neurotóxicos do peptídeo beta-amiloide (A-beta) no cérebro dos indivíduos afetados. E mais do que isso: o grupo descobriu que o extrato de canela também é capaz de dissolver as chamadas fibrilas de beta-amiloides, cujo acúmulo no cérebro mata neurônios em pacientes com Alzheimer.

O estudo foi publicado na revista científica PloS ONE em janeiro e causou tanto impacto que a Universidade de Tel Aviv, que entrou com pedido de patente do extrato de canela, já deu permissão para que uma empresa privada desenvolva e distribua remédios à base de canela.

A canela, obtida da parte interna do tronco da caneleira, uma árvore nativa do Sri Lanka, já foi uma das especiarias mais valiosas do mundo. Na Idade Média, seu valor chegou a superar 15 vezes o do ouro. O motivo era seu uso não só como tempero saboroso e aroma inconfundível para fins espirituais, mas também por seus poderes medicinais. Seus compostos (acetato de cinamilo, álcool de cinamilo e cinnamaldehyde) se unem à sua composição mineral (fibra, ferro, cálcio e magnésio) para curar males.

Além dos israelenses, outras culturas milenares apontam a canela como um santo remédio. Citações do uso da erva são datadas de 4000 AC. Os egípcios a usavam para conservar a comida e como analgésico. Os chineses, contra diarreia, gripes, resfriados, indigestão e repelente de mosquistos. Na Índia, os poderes antibactericidas, antioxidantes, anti-inflamatórios e antifúngicos da erva a transformaram num dos principais compostos mediciais. Mas, até hoje, há pouca prova científica de tudo isso.

"Um dos poucos estudos concretos quanto ao poder da canela é o que provou que ela inibe o helicobater pylori, a bactéria que causa a úlcera duodenal", conta Michael Ovadia. "Mas muitas civilizações usavam ervas, plantas e outras produtos naturais contra males. O que eles usavam instintivamente, nós começamos a provar cientificamente".

Hoje, estudos apontam para os possíveis benefícios do tempero no combate a pressão alta, diabetes, herpes, acne, reumatismo, perda de memória, infecções urinárias e até mesmo alguns tipos de câncer. Funcionaria também como um anticoagulante natural indicado para mulheres grávidas e até mesmo como afrodisíaco.

Da Agência O Globo

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Dieta mediterrânea associada a exercícios afasta Alzheimer

Atividade física é o diferencial mesmo quando a alimentação é saudável. 

Uma alimentação rica em peixes, azeite de oliva, nozes e legumes combinada com a prática regular de exercícios físicos é ideal para manter o cérebro afiado.

A atualização de uma pesquisa, realizada pela Columbia University Medical Center (EUA), apontou que associar a dieta mediterrânea e ter uma vida ativa afastam o risco de desenvolver o Mal de Alzheimer e outras doenças cognitivas.

O estudo avaliou mais de 1.400 homens e mulheres, residentes na França, e constatou que o risco de Alzheimer caía para 61% a 67% quanto mais a dieta se aproximava à mediterrânea.

Na pesquisa anterior, de 2006, esse índice era de 40%.

Os pesquisadores atribuem a diferença positiva ao fato de os participantes da última versão serem fisicamente mais ativos.

Os exercícios físicos, portanto, são um diferencial para manter a memória em dia.

Rica em gordura monoinsaturada, a dieta mediterrânea já era conhecida por seus benefícios ao coração.

Os principais participantes dos pratos são as gorduras protetoras, que agem contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares , diz a nutricionista do MinhaVida, Roberta Stella.

Alguns dos seus efeitos é aumentar o nível de colesterol bom (HDL) e diminuir as taxas do colesterol ruim (LDL) do sangue, além de evitar a obstrução das artérias.

Conheça as principais características da dieta mediterrânea: 

Tem baixo consumo de carne vermelha

É rica em vegetais, frutas, cereais e nozes

Tem alto consumo de peixes

Permite o consumo moderado de vinho

Usa o azeite de oliva como fonte de gordura saudável

Fonte: Minha Vida



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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Com Alzheimer, escritor Terry Pratchett cogita suicídio assistido (Postado por Erick Oliveira)

O escritor britânico Terry Pratchett, 63 anos, afirmou ter dado início ao processo que pode levar a seu suicídio assistido em uma clínica na Suíça. Segundo o site do jornal britânico "The Telegraph", o autor recebeu formulários para escolher a data e o lugar de sua morte.
Terry Pratchett, responsável pela série "Discworld", tem uma forma rara de Alzheimer com um início precoce. Ele disse que tinha recebido os formulários recentemente e agora está pensando quando irá assiná-los.
O autor tomou a decisão após acompanhar um doente de esclerose lateral amiotrófica na mesma clínica suíça em um polêmico documentário que será exibido nesta segunda-feira (13) na emissora britânica BBC Two. O filme mostra o empresário Peter Smedley, 71 anos, em suicídio assistido. Ele morreu nos braços da esposa após tomar um coquetel de medicamentos. Será a primeira vez que um suicídio será transmitido na televisão.
Prachett já vendeu mais de 65 milhões de livros da franquia "Discworld", saga de fantasia que lançou em 1983.